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Descrição

A Escola Wilma Kövesi de Cozinha e a jornalista e professora de escrita especializada em gastronomia Luiza Fecarotta lançam uma nova parceria: assinam juntas a série de conversas Vida Inteligente na Cozinha.
Com curadoria e mediação de Luiza Fecarotta são encontros com personalidades do setor para discutir questões a respeito da cadeia alimentar para enriquecer nossos repertórios e estimular nosso pensamento crítico em torno da cozinha. Cada encontro inclui comes e bebes relacionados ao tema preparados pela equipe da Escola Wilma Kövesi de Cozinha , com descontração e alegria.  

Venha conhecer o que pensam chefs e pequenos produtores e como lidam com os desafios impostos pela cadeia alimentar.

Para quem? Qualquer pessoa interessada em comer bem e compreender os bastidores da comida: cozinheiros, chefs, jornalistas, profissionais e estudantes de gastronomia, produtores, pesquisadores e pessoas que cozinham, frequentam restaurantes, bares e afins.

Programa

Nem todos se dão conta de que os queijos tradicionais representam a diversidade do país –influências portuguesas, italianas, alemãs, dinamarquesas e holandesas formaram a queijaria nacional. Junte a isso o fato de as queijarias estão em territórios com diferentes características, da Amazônia ao Pampa, passando pelas montanhas de Minas Gerais, as planícies pantaneiras, o sertão nordestino e tantas outras paisagens. Vários queijos centenários se destacam nesse panorama que é dos mais interessantes das Américas, como o Queijo de Coalho, o Queijo Artesanal Serrano e o Queijo Minas Artesanal. Este último, também chamado pela sigla QMA, é mais do que orgulho mineiro: ele é o mais difundido do país entre queijos produzidos artesanalmente, com três séculos de história e modos de fazer reconhecidos como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco. Também há imenso valor na grande família dos queijos artesanais de massa fundida, que compreende variedades do Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste, como o Queijo do Marajó, o Queijo de Manteiga, o Requeijão Moreno, o Requeijão de Prato e outros requeijões de corte. De norte a sul, uma ode ao leite cru por famílias que dominam a manualidade dos saberes tradicionais.

Eduardo Girão é um dos grandes especialistas em queijo do Brasil. Seus textos, palestras e degustações alcançam o país inteiro, conectando produtores, comerciantes e consumidores. Jornalista gastronômico em atividade desde 2004, atuou como repórter em diversos jornais e revistas, tendo sido premiado com a Medalha do Dia do Estado de Minas Gerais, o troféu Eduardo Frieiro e o Prêmio Cumbucca de Gastronomia. Em 2017, fundou a empresa Só Queijo Cura para difundir a cultura queijeira nas frentes de consultoria, ensino, eventos e comunicação.

Paulo Lemos é fundador da Lano-Alto, fazenda queijaria localizada a mil metros de altitude no topo da Serra do Mar, em Catuçaba, São Luiz do Paraitinga (SP). A Lano-Alto é a primeira queijaria registrada do estado de São Paulo aprovada para produção de queijo com leite cru, com certificação sanitária vigente e propriedade certificada como livre de brucelose e tuberculose. A produção é integralmente abastecida pelo próprio rebanho de vacas Jersey criadas a pasto em sistema de piquetes rotacionados, com foco na expressão do terroir da região nos queijos.
Além da produção, Paulo ocupa posição estratégica na cadeia do queijo artesanal paulista: integra a diretoria do Caminho do Queijo Artesanal Paulista e da APQA (Associação Paulista do Queijo Artesanal), e foi um dos agentes que participou ativamente da construção da legislação estadual de produtos de origem animal em São Paulo, normativa que abriu caminho para a regularização do leite cru e dos queijos artesanais no estado e gerou impacto direto no debate regulatório em nível federal


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Chef professor(a)

Luiza Fecarotta

Luiza Fecarotta

Jornalista especializada em gastronomia e pós-graduanda no curso de Formação de Escritores, do Instituto Vera Cruz, criou e ministrou o curso Escritas Gastronômicas no Itaú Cultural, que aborda a relação entre comida, literatura e sociedade, e o o curso Nina Horta: Literatura de Sensações, que propõe uma escavação arqueológica da obra da cronista e a reflexão sobre um novo jeito de pensar a comida.
É comentarista da Rádio CBN, colabora para publicações como Valor Econômico, Paladar, no Estado de S.Paulo, e Revista 451, e é professora de escrita. Em sua carreira na Folha de S.Paulo, atuou como repórter, editora e crítica de restaurantes por 16 anos. Foi editora de programas de televisão do canal Sabor & Arte, colunista do "Metrópolis" (TV Cultura) e curadora do Festival Fartura, de pesquisa da cozinha brasileira. Dirigiu o documentário "O mestre da farinha" (2018), com prêmios internacionais, e é coautora do livro "Arte à Mesa - Diálogos entre a Arte e a Comida na América Latina".